EM PAUTA - A NOVA ORTOGRAFIA
O que você deve conhecer a respeito das novas regras ortográficas? Na interessante matéria que reproduzimos, a seguir, a Revista Nova Escola na edição de jan/fev 2009 assinada pelas jornalistas Beatriz Santomauro e Beatriz Vichessi. Apresenta a razão maior dessa unificação.
Quais as regras que estão em vigor? Essas e outras perguntas estão respondidas na reportagem. Selecionamos alguns trechos e sugerimos consultar o site www.novaescola.org.br para quem desejar conhecer mais. Boa leitura! E boa escrita também!
Acordo ortográfico – O que muda na língua
Uma nova grafia
As regras para a unificação da forma de escrever em português já estão em vigor. Professores de todas as disciplinas, preparem-se!
Os romances editados no Brasil raramente são lidos em Portugal. Da mesma forma, as produções literárias de lá têm pouco mercado por aqui. Em Moçambique e Angola, países africanos que também falam o português, as edições impressas tanto no Brasil como em Portugal não circulam entre a população. Apesar de todos esses países usarem o mesmo idioma, nem sempre é fácil para o habitante de um deles entender o texto escrito no outro – porque, além das diferenças culturais, existem as variações na maneira de grafar as palavras, aqui e do outro lado do Atlântico.
A unificação da ortografia da Língua Portuguesa, anunciada com alarde pelo Ministério da Educação (MEC) no ano passado, promete acabar com parte desse cenário de desencontros. A partir do mês de janeiro, os habitantes de quatro nações (Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Portugal) passam a seguir as mesmas regras para escrever, definidas por um novo acordo ortográfico. Os outros quatro integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor Leste) aguardam a aprovação formal do tratado para também adotar as regras – o que deve ocorrer nos próximos meses.
O governo brasileiro definiu que as mudanças entraram em vigor no dia 1º de janeiro de 2009 – mas o uso da grafia antiga (em livros e outras publicações, além de vestibulares, provas e concursos públicos) está liberado até o fim de 2012. Os especialistas acreditam que esses quatro anos são mais do que suficientes para que nós, usuários da língua, nos acostumemos às novidades. Calcula-se que, no Brasil, 2 mil palavras sofrerão alterações, ou seja, 0,5% do total. De forma muito resumida, as mexidas são no trema (que deixa de existir), nos acentos (há várias alterações previstas) e no hífen (que também tem diversos casos específicos).
“É importante ressaltar também que o acordo não interfere na língua falada. Cada uma das nações de Língua Portuguesa mantém seus padrões de entonação e pronúncia. Essa diversidade de sotaques não será abalada. Por isso, a adaptação não deve ser tão difícil para quem escreve com frequência”, afirma Irandé Antunes, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Universidade Estadual do Ceará. Além disso, o acesso a materiais escritos é maior do que há algumas décadas e tanto os principais jornais do país (como O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo e Extra) quanto a maior editora de revistas (Abril) – já adotaram as normas da nova ortografia.
Quase 20 anos de discussão antes do consenso
Foram muitos anos – mais precisamente, 18 – de muito trabalho e discussão para chegar a um acordo que permitisse à Língua Portuguesa ter apenas uma grafia (era provavelmente o único idioma a ter duas normas oficiais). O principal objetivo das mudanças é mesmo econômico: facilitar a integração comercial entre as nações. Mas é claro que elas também abrem as portas para o intercâmbio científico e cultural, já que a comunicação fica muito mais fácil e caem os custos de produção e adaptação de material impresso. O português é a sexta língua mais usada do mundo, com 230 milhões de falantes (está atrás do mandarim, do inglês, do espanhol, do hindu e do árabe). “A circulação de livros entre os países pode proporcionar o maior contato com a cultura escrita”, aposta Godofredo de Oliveira Neto, presidente da Comissão da Língua Portuguesa, órgão ligado ao MEC responsável pela implementação do novo acordo ortográfico. “Num mundo formado por blocos, o lusófono pode ser mais um deles.”
As conversas para unificar o idioma começaram entre Portugal e Brasil em 1990. Desde então, diversas reuniões foram realizadas e os outros países que têm o português como seu idioma oficial passaram a participar do debate. Embora Portugal tenha tomado a iniciativa, o país foi um dos que mais resistiram às mudanças, pois a quantidade de alterações lá é bem maior do que aqui: cerca de 10 mil palavras. Para nossos vizinhos d’além-mar, acção, acto e baptismo passam a ser grafadas como no Brasil: ação, ato e batismo.
Quer saber mais?
Contatos
Artur Gomes de Morais, agmorais@uol.com.br
Clécio Bunzen, clecio.bunzen@gmail.com
EMEF Olavo Pezzotti, R. Fradique Coutinho, 2200, 05416-002, São Paulo, SP, tel. (11) 3032-9908
Escola Móbile, R. Araguari, 167, 04514-040, São Paulo, SP, tel. (11) 5536-4402
Godofredo de Oliveira Neto, godolive@uol.com.br
Irandé Antunes, moraisantunes@uol.com.br
Kátia Lomba Bräkling, kbrak2006@gmail.com
OdilonSoares Leme, prof.odilon@uol.com.br
Ulisses Infante, ulissesinfante@gmail.com
Internet
Em www.cplp.org e www.museulinguaportuguesa.org.br, artigos sobre ortografia.
12º Salão do Livro para crianças e jovens começa hoje e vai até 19 de junho

A partir de hoje, quarta (9), você poderá visitar o 12º Salão FNLIJ, numa iniciativa da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, localizado na Zona Portuária do Rio. Especificamente no Centro Cultural da Ação e Cidadania. A mudança do Salão FNLIJ do MAN (Museu de Arte Moderna) para esta área da cidade, faz parte do processo de revitalização da prefeitura.
O Evento tem estandes de livrarias e editoras, bibliotecas infanto juvenis, para educadores e até para bebês. Você não leu errado. Esta tendência internacional visa estimular a familiaridade com a literatura desde os primeiros instantes de vida.
A Fundação cria então, nesta edição a Biblioteca para faixa etária de 0 a 4 anos, estimulando familiares e educadores na pratica da leitura compartilhada. Uma forma afetiva de apresentá-los ao mundo da cultura escrita informou a organização do evento.
-COREIA DO SUL É AGRANDE HOMENAGEADA DESTE SALÃO
A Coréia do Sul, localizada no leste da Ásia com 46,8 milhões de habitantes, é o pais homenageado nesta edição. Eles trazem para o salão deste ano de 2010 a participação de dois grandes autores coreanos e dois especialistas em Literatura infantil e juvenil, além de uma exposição de livros infantis coreanos.
Você poderá também participar de bate-papos com escritores como: Ziraldo, a escritora Bia Hetzel, Joel Rufino dos Santos, Rui de Oliveira.
Também esteve presente o apresentador de TV, jornalista e escritor Pedro Bial, que leu histórias e conversou com crianças e adolescentes presente.
Mais informação voçê pode obter através do site www.fnlij.org.br ou do telefone (21) 2262-9130.
A Equipe do Projeto Pedagógico Jacaré Poió esteve lá e conferiu.
ONDE, QUANDO E QUANTO?
Onde - Centro Cultural da Ação e da Cidadania - av. Barão de Tefé, 75, Saúde. Rio de Janeiro (RJ)
Quando - segunda a sexta, das 8h30 às 18h, sábado e domingo, das 10h às 20h. Até 19 de junho.
Projetos de leitura crescem no País
Em dois anos, mais do que triplicou o número de iniciativas no Brasil que facilitam acesso da população ao livro
Eles sabem que metade da população adulta é analfabeta funcional, que os brasileiros não leem nem dois livros por ano e que os estudantes estão entre os piores do mundo em testes de leitura. Mesmo assim, contrariando uma realidade preocupante, uma série de pessoas sozinhas, organizações não-governamentais e mesmo municípios e Estados estão multiplicando projetos de incentivo à leitura pelo País. Dados do Programa Nacional do Livro e Leitura (PNLL), dos Ministérios da Cultura e da Educação, mostram que o número de projetos cadastrados saltou de 162 em 2006 para quase 600 em 2008.
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